Toda Black Friday deixa pistas sobre a próxima. Este relatório reúne as que a de 2025 deixou.
Analisamos mais de 1,7 milhão de pedidos da Black Friday 2025 para responder às perguntas que tiram o sono de qualquer lojista: quando o cliente compra, como ele paga, quem ele é, o que vendeu mais e o que acontece depois que a venda é aprovada.
A proposta vai além de apresentar números. Em cada capítulo, mostramos o dado, explicamos o comportamento que ele revela e traduzimos esse comportamento em decisão de negócio. Você vai entender onde as vendas se concentram, quem está comprando, quais meios de pagamento lideram, como a aprovação se comporta no pico e quanto dá para recuperar de vendas que pareciam perdidas. E vai ver um ponto que costuma ficar fora do planejamento: o pagamento. Ele é a última etapa entre o clique e o dinheiro no caixa, e é ali que boa parte da Black Friday se ganha ou se perde.
Também mostramos o que converteu, o que custou caro e o que ainda pode ser ajustado na operação. Use esses dados como régua: compare a média do mercado com os números da sua loja e transforme o que aprendeu em estratégia. O objetivo é chegar à Black Friday 2026 preparado, antes que a dor apareça, e não no meio do pico.
Metodologia
A base deste estudo é um recorte de 1.724.030 pedidos processados pela Appmax em novembro de 2025. Para separar o que é efeito da Black Friday do que é comportamento normal do e-commerce, cada indicador da data foi comparado a uma referência de “dia comum”: a média diária de outubro, a média de setembro e outubro, a média do ano ou uma sexta-feira comum, conforme o tema.
Ao longo do relatório, usamos o conceito de multiplicador: quantas vezes um dia, público, região ou categoria vendeu na Black Friday em relação ao seu próprio patamar normal. O multiplicador mostra quem a data realmente transforma, e não apenas quem já era grande.
Completam a análise uma comparação com 2024 (crescimento e chargeback), o acompanhamento de coortes de compradores por até nove meses depois da compra e os indicadores do primeiro semestre de 2026, que sustentam a projeção para a próxima Black Friday.
1. Uma data que já não cabe em um dia
A Black Friday mudou de formato, de público e de forma de pagar, e ficou mais saudável no processo.
Durante anos, a Black Friday brasileira foi tratada como um evento de 24 horas: uma sexta-feira de tráfego extremo, ofertas relâmpago e operação no limite. Os dados de 2025 mostram que esse modelo ficou para trás. A data se espalhou pela semana inteira, trouxe um comprador diferente do habitual e alterou a forma como ele paga.
O dado mais contraintuitivo, porém, está na saúde da operação. Indicadores que normalmente pioram sob pressão, como a aprovação de pagamentos e o chargeback, melhoraram no período. Isso derruba uma premissa comum entre lojistas: a de que vender muito em pouco tempo significa, necessariamente, aprovar menos e correr mais risco.
A base deste estudo é um recorte de 1.724.030 pedidos processados pela Appmax em novembro de 2025. A partir deles, mostramos quando a compra acontece, como o brasileiro paga, quem é esse comprador, quais segmentos mais crescem, o que acontece depois da venda e o que o primeiro semestre de 2026 indica sobre o tamanho da próxima Black Friday.
O que isso significa para o lojista
Quem planeja a Black Friday como um único dia dimensiona errado tudo o que vem depois: estoque, mídia, escala de atendimento e capacidade técnica. A data agora exige fôlego, e não apenas pico. Ao mesmo tempo, a melhora dos indicadores de risco mostra que a operação bem preparada não precisa escolher entre volume e segurança. E deixa claro que a estrutura de pagamento não é detalhe técnico: é parte da estratégia de Black Friday, tão decisiva quanto oferta, estoque e mídia.
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Garantir melhor taxa2. Sazonalidade: a Black Friday é uma semana, não um dia
A sexta-feira ainda é o ápice, mas a maior parte do dinheiro entra antes e depois dela.
A sexta-feira da Black Friday movimentou 3,36 vezes a média diária de outubro. É um salto expressivo, mas que precisa ser lido em proporção: o dia respondeu por apenas 21,3% do volume da semana e 7% do mês. Em outras palavras, de cada R$ 100 vendidos na semana da Black Friday, quase R$ 80 entraram em outros dias.
O consumidor brasileiro aprendeu a não esperar a sexta-feira. Ele pesquisa antes, aproveita ofertas antecipadas e continua comprando depois. A data virou uma janela de compra, e não mais um evento pontual.
O que os dados mostram
1x = dia médio de outubro
Fonte: base Appmax, pedidos de nov/2025 · multiplicador vs. média diária de out/2025
- Os 7 maiores dias de 2025 foram os 7 dias da semana da Black Friday. Nenhum outro dia do calendário, nem mesmo datas sazonais tradicionais, chegou perto.
- O segundo maior dia do ano foi o domingo, 30/11. Ele superou tanto a véspera quanto a Cyber Monday. É o dia em que o consumidor, com mais tempo livre, finaliza compras que pesquisou durante a semana.
- O 11.11 vendeu mais que a Cyber Monday. Uma data que nasceu como importação do calendário asiático já funciona, no Brasil, como a abertura informal da temporada.
- Não houve ressaca. Na semana seguinte, a média diária ficou 1,45x acima de outubro. O consumidor não deixou de comprar em dezembro para comprar em novembro: ele somou demanda.
Crescimento real, e não apenas antecipação
O volume da Black Friday cresceu +33,9% sobre 2024, e o ticket médio subiu 16%. O dado relevante aqui é que as mesmas lojas venderam pedidos maiores. O crescimento não veio só de mais gente comprando, mas de cada compra valendo mais.
Esse movimento sugere uma mudança de natureza da data. A Black Friday está deixando de ser uma data de volume, movida por impulso e preço baixo, para se tornar uma data de compra maior e mais planejada, em que o consumidor aproveita o desconto para adquirir itens de valor mais alto.
Leitura analítica
A ausência de ressaca em dezembro é talvez o achado mais estratégico desta seção. Uma preocupação recorrente do varejo é que a Black Friday apenas antecipe vendas que aconteceriam de qualquer forma, “canibalizando” o Natal. Os dados indicam o contrário: a data gera demanda adicional e mantém o consumidor ativo nas semanas seguintes. Para o lojista, isso transforma o fim de novembro e o início de dezembro em um único bloco de alta temporada.
3. Meios de pagamento: cartão e Pix dividem a data
Cartão e Pix somam mais de 99% do volume. A disputa entre eles é de valor, não de quantidade de pedidos.
Na Black Friday, o mix de pagamentos praticamente não se altera em relação a um mês comum. Isso indica que o comportamento de pagamento do brasileiro já está consolidado: o consumidor não muda de meio por causa da data, ele apenas compra mais pelos meios que já usa.
| Meio de pagamento | % do volume na BF | % do volume em out/25 |
|---|---|---|
| Cartão de crédito | 65,14% | 64,15% |
| Pix | 34,32% | 34,63% |
| Boleto | 0,54% | 1,22% |
- Cartão de crédito65,14%
- Pix34,32%
- Boleto0,54%
Em número de pedidos, os dois quase empatam: cartão 51,7%, Pix 47,9%. Em valor, o cartão leva vantagem porque o ticket é bem mais alto. A leitura é clara: o Pix é o meio da compra de menor valor e decisão rápida; o cartão é o meio da compra maior, que precisa ser parcelada para caber no orçamento.
O declínio do boleto
O boleto cai 56% na data. Um meio que leva dias úteis para compensar não combina com uma oferta que dura poucas horas, nem com a reserva de estoque que o lojista precisa garantir no pico. Na Black Friday, o boleto perde espaço tanto para a velocidade do Pix quanto para a flexibilidade do cartão parcelado.
Ticket maior, parcelas mais curtas
O cartão traz o achado mais surpreendente do estudo. O ticket sobe +10%, mas o parcelamento encurta:
| Indicador do cartão | Dia comum | Black Friday |
|---|---|---|
| Média de parcelas | 3,82 | 3,65 |
| Pedidos em 12x | 7,2% | 3,5% |
| Pedidos de 2x a 5x | 54,4% | 57,2% |
A intuição seria a inversa: se o consumidor compra itens mais caros, ele deveria parcelar mais. O que acontece é que o desconto reduz o valor total, e o consumidor aproveita para assumir um compromisso mais curto. Ele quer o produto melhor, mas sem carregar a dívida por um ano.
Leitura analítica
Esse comportamento revela um consumidor mais racional do que o estereótipo da Black Friday sugere. Ele não está esticando o orçamento ao máximo; está aproveitando o desconto para comprar melhor e pagar mais rápido. Para o lojista, isso muda o argumento de venda: “12x sem juros” perde força como gatilho principal, enquanto parcelas curtas e acessíveis ganham relevância.
Há ainda um efeito positivo para a operação: parcelas mais curtas reduzem o tempo em que a compra fica na fatura do cliente, o que se conecta diretamente à queda de chargeback observada na data (ver seção 9).
O cartão no celular: onde a venda se perde
Com o cartão respondendo por 65% do volume e o ticket subindo 10% na data, a experiência de pagar com cartão passa a ser o ponto mais sensível do checkout. O comprador que a Black Friday traz é mais jovem (ver seção 5), e em uma compra pelo celular digitar 16 números, validade e CVV é exatamente o tipo de fricção que derruba conversão no momento de maior tráfego.
É aqui que as carteiras digitais ganham peso: com Apple Pay e Google Pay, o cliente paga com o cartão já salvo no aparelho, sem digitar nada. Menos etapas significam menos abandono e menos erro de digitação, que também é uma causa comum de recusa.
O vício do desconto no Pix
Na Black Friday, muitos lojistas concentram o maior desconto no Pix. A lógica parece boa: o Pix cai na hora e custa menos para processar. Mas os dados mostram o efeito colateral. O Pix é o meio da compra de menor valor e decisão rápida; o cartão é o meio da compra maior, que responde por 65% do volume da data e tem o ticket subindo 10% na Black Friday.
Quando a melhor condição da loja só existe no Pix, o lojista direciona o fluxo justamente para o meio de menor ticket. E o cliente que veio fazer a compra maior, aquela que precisa ser parcelada para caber no orçamento, fica sem condição competitiva: ou compra menos, ou compra no concorrente que oferece um bom preço no cartão.
Na prática, o desconto exclusivo no Pix costuma ser uma forma de fugir da taxa do cartão. Só que, na Black Friday, fugir do cartão é abrir mão de onde está a maior parte do dinheiro.
Parcelado para o cliente, apertado para o caixa
O parcelamento resolve o orçamento do consumidor, mas cria um descasamento no caixa do lojista. Na Black Friday, estoque, frete e mídia são pagos antes ou durante a data, enquanto a receita das vendas parceladas entra ao longo dos meses seguintes. Com média de 3,65 parcelas, boa parte do faturamento de novembro só vira caixa entre dezembro e março.
Para operações que precisam reinvestir rápido (repor estoque, manter a mídia ligada na semana seguinte, preparar o Natal), a antecipação de recebíveis transforma as vendas parceladas em capital de giro imediato. A decisão de antecipar deve ser planejada antes da data, comparando o custo da antecipação com o retorno esperado do reinvestimento.
4. Ticket médio e receita: a data é de todo mundo
A receita se concentra em poucos dias, mas o crescimento se distribui pela maioria das lojas.
Uma leitura comum é que a Black Friday favorece apenas grandes operações, com verba de mídia e estrutura para competir. Os dados mostram outra realidade: a data eleva o patamar da maioria dos lojistas, independentemente do porte.
O tamanho da data
- O ticket médio da Black Friday ficou 10,7% acima da média do ano.
- 117.620 pedidos na sexta-feira, 573.024 na semana e 1.724.030 em novembro, o maior mês da série histórica analisada.
Quem cresceu
Entre os lojistas que venderam na semana da Black Friday:
| Resultado na semana | % dos lojistas |
|---|---|
| Ficaram acima do próprio patamar diário | 79% |
| Dobraram o volume | 55% |
| Multiplicaram as vendas por 5 ou mais | 26% |
A mediana de crescimento foi de 2,32x. Usar a mediana, e não a média, é importante aqui: ela representa a loja “do meio” da distribuição e não é distorcida pelos casos extremos de crescimento. Ou seja, a loja típica da base mais do que dobrou seu volume na semana.
Leitura analítica
Dois números merecem atenção. O primeiro é que um em cada quatro lojistas multiplicou suas vendas por cinco ou mais, um sinal de que a data tem potencial de transformar o resultado anual de operações menores, que partem de uma base mais baixa. O segundo é o reverso: 21% dos lojistas não superaram o próprio patamar diário, mesmo com o mercado em alta. Para esse grupo, a Black Friday não foi uma questão de demanda, já que ela existia, mas de preparação, oferta ou estrutura. Em outras palavras: a demanda bateu na porta, e a estrutura do lojista não estava pronta para capturá-la.
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Migrar agora5. Perfil do comprador: na Black Friday, quem compra muda
A data atrai um consumidor mais jovem, mais solteiro e de menor renda do que o comprador de um dia comum.
O público que compra na Black Friday não é simplesmente o mesmo cliente de sempre comprando mais. A data recompõe a base: alguns perfis crescem muito acima da média, outros pouco se movem. Entender quem a Black Friday traz é o que permite ajustar oferta, comunicação e mídia para o público certo.
Gênero: elas fazem o volume, eles puxam o valor
- 70,2% dos pedidos vêm de mulheres.
- O ticket masculino é 26,5% maior na data. Na média do ano, a diferença é de 17,2%.
- A data amplifica os dois públicos quase igualmente: 3,40x no feminino e 3,36x no masculino.
- Pedidos de mulheres70,2%
- Demais pedidos
Como o multiplicador é praticamente o mesmo, a Black Friday não muda quem compra mais vezes: as mulheres seguem dominando o volume. O que muda é o tamanho da compra masculina, cuja distância em relação ao ticket feminino se amplia de 17,2% para 26,5%. É um indício de que o homem concentra na data compras mais planejadas e de valor mais alto.
Idade: o comprador fica cinco anos mais jovem
A idade média cai de 46 para 41 anos na sexta-feira da Black Friday.
Fonte: base Appmax, pedidos da sexta-feira da Black Friday 2025 · multiplicador por faixa etária
O multiplicador cai de forma consistente conforme a idade sobe. A participação do público de 18 a 29 anos passa de 15,4% para 24,1% dos pedidos, enquanto o público 60+ cai quase pela metade, de 22,9% para 12,8%. Mesmo assim, o maior ticket é do público de 45 a 59 anos: o jovem traz volume e a meia-idade sustenta o valor da cesta.
Estado civil: a data do solteiro
Num dia comum, os casados são maioria (53,9%). Na Black Friday, os solteiros passam a 57,6%, uma virada de 11,5 pontos, a maior entre todos os recortes de perfil do estudo. O multiplicador confirma: 3,41x para solteiros contra 2,30x para casados.
Uma hipótese para essa virada é que o solteiro tem decisão de compra mais individual e imediata, enquanto o casal tende a compartilhar e planejar compras ao longo do ano.
Classe social: a data em que a baixa renda consegue comprar
Fonte: base Appmax, pedidos da Black Friday 2025 · multiplicador por classe social
Quanto menor a renda, maior o salto. Para quem tem folga no orçamento, o desconto é conveniência. Para quem não tem, é o que torna a compra possível. A Black Friday funciona como uma porta de entrada para consumidores que passam o resto do ano fora do alcance de determinadas categorias e preços.
- Casa e Decoração é a categoria mais concentrada em alta renda (53,4% nas classes A+B).
- Beleza e Cuidado Pessoal e Moda e Acessórios são as categorias com mais peso das classes C, D e E.
Leitura analítica
Os três recortes contam a mesma história: jovem, solteiro e de menor renda descrevem, em grande parte, a mesma pessoa. É esse público que faz a Black Friday crescer. Ele é o mais sensível a preço, o que mais responde à data e o que mais altera o perfil médio do comprador.
Isso tem uma consequência direta para a estratégia de mídia: as segmentações e criativos que funcionam no resto do ano foram construídos para outro público. Repetir a mesma comunicação na Black Friday é falar com o cliente de outubro enquanto o cliente de novembro passa despercebido. O mesmo vale para o antifraude: um sistema calibrado para o comprador de outubro tende a tratar o comprador de novembro, mais jovem e com outro padrão de compra, como risco. É a venda que você pagou para trazer sendo recusada no último passo.
6. A curva do dia: o pico é às 11h, não à meia-noite
A Black Friday é um platô de 15 horas, e não uma corrida concentrada na virada do dia.
A imagem da Black Friday como uma maratona que começa à meia-noite, com consumidores esperando o relógio virar para garantir a oferta, não aparece nos dados. Entre 0h e 1h aconteceram só 1,93% dos pedidos, quase o mesmo de uma sexta-feira comum (1,67%). O consumidor não perde o sono pela Black Friday: ele compra ao longo do dia, no seu ritmo.
O formato do dia
- O pico é às 11h.
- 86% das compras acontecem entre 9h e 23h.
- Nesse intervalo, nenhuma hora fica abaixo de 4,95% ou acima de 6,65% dos pedidos. São 15 horas de platô, sem um pico isolado.
Nesse intervalo, nenhuma hora fica abaixo de 4,95% ou acima de 6,65% dos pedidos.
A pequena diferença entre a hora mais fraca e a mais forte do intervalo mostra que a demanda é distribuída e constante. Para a operação, isso significa que o desafio não é aguentar um minuto de pico extremo, mas sustentar alta intensidade por um dia inteiro.
Como a Black Friday redistribui o dia
Comparada a uma sexta-feira comum, a Black Friday estica o dia para a noite:
| Período | Variação na Black Friday |
|---|---|
| Manhã | -4,9 pontos de participação |
| Almoço | -2,1 pontos |
| Noite | +4,2 pontos (de 19,3% para 23,5%) |
| Última hora do dia | quase dobra (de 2,8% para 4,9%) |
O maior ticket aparece às 14h e o menor às 6h. À noite, o volume volta a subir, mas o ticket cai.
Leitura analítica
O deslocamento para a noite combina dois comportamentos. O primeiro é de rotina: depois do expediente, o consumidor tem mais tempo para navegar e decidir. O segundo é de urgência: a proximidade do fim do dia, e do fim das ofertas, acelera a decisão, o que explica a última hora quase dobrar de participação.
Já a diferença de ticket ao longo do dia sugere que as compras mais pensadas e caras acontecem no início da tarde, enquanto a noite concentra compras menores e mais impulsivas. Isso cria duas janelas distintas, com estratégias de oferta diferentes.
7. Onde estão os compradores: o Sudeste tem o volume, o Norte tem o ticket
Quanto mais longe do eixo Sudeste, menor o salto de volume e maior o valor de cada pedido.
O Sudeste concentra 61,6% dos pedidos na Black Friday, contra 57,2% num dia comum, e é a única região que ganha participação na data. As demais regiões crescem, mas em ritmo menor, e por isso perdem espaço relativo.
| Região | Multiplicador | Ticket vs. Sudeste |
|---|---|---|
| Sudeste | 3,69x | base (menor ticket) |
| Centro-Oeste | 3,11x | +9,7% |
| Sul | 3,06x | +2,4% |
| Nordeste | 2,97x | +5,0% |
| Norte | 2,80x | +16,3% |
A tabela revela uma relação inversa: o Sudeste tem o maior multiplicador e o menor ticket; o Norte tem o menor multiplicador e o maior ticket. Duas explicações prováveis sustentam esse padrão. O frete faz o cliente concentrar mais itens numa compra só, para diluir o custo de entrega. E a oferta local mais escassa torna a compra online mais planejada, e não um impulso de oportunidade.
Penetração por habitante
O volume absoluto esconde diferenças grandes de maturidade do e-commerce entre os estados:
- São Paulo tem 102 pedidos por 100 mil habitantes, contra 15 no Piauí, cerca de sete vezes menos.
- A média nacional é 57.
- O Distrito Federal se comporta como Sudeste: 99 pedidos por 100 mil habitantes e multiplicador de 3,57x.
- Santa Catarina lidera o Sul, com 80 pedidos por 100 mil habitantes.
Leitura analítica
O mapa da Black Friday mostra dois mercados diferentes. No Sudeste, a disputa é por volume em um ambiente já maduro e competitivo, em que velocidade de entrega e presença de mídia definem quem leva a venda. Fora dele, o mercado é menos disputado, o cliente compra menos vezes, mas gasta mais por pedido, e a penetração do e-commerce ainda está longe do teto.
Para lojistas que hoje concentram toda a estratégia no Sudeste, esse cenário indica uma oportunidade de crescimento com menos concorrência e maior valor por pedido.
8. Os públicos da data: cinco perfis explicam o mercado
Três perfis somam quase 90% do volume da semana, e cada um responde a um tipo diferente de oferta.
Os recortes isolados de gênero, idade, classe, região e estado civil mostram tendências. Mas o consumidor real é a combinação de todos eles. Cruzando essas variáveis, chegamos a cinco perfis que explicam o comportamento do mercado na Black Friday.
| Perfil | % do volume | Multiplicador |
|---|---|---|
| Oportunista jovem | 30,9% | 5,00x |
| Consumidora estabelecida | 29,7% | 2,91x |
| Consumidora de alto giro | 28,8% | 2,74x |
| Sênior de resposta direta | 8,0% | 1,67x |
| Fora do Sudeste | 2,6% | 2,57x |
Oportunista jovem
34 anos, 69,6% masculino, menor renda, solteiro. É o perfil que define a Black Friday: multiplica as compras por 5, quase o dobro de qualquer outro. Compra Moda e Casa e Decoração, 88% em e-commerce tradicional.
É o consumidor que espera a data para comprar. Fora dela, tem pouca presença; dentro dela, se torna o maior perfil da semana. Responde a preço e a gatilhos de tempo.
Consumidora estabelecida
87,6% mulheres, 48 anos, o perfil de maior renda entre os relevantes (48,2% nas classes A/B) e o que mais aparece casado. Compra Beleza, Moda e Mãe e Bebê. Consome o ano inteiro e só acompanha a data.
Para essa cliente, a Black Friday não é o motivo da compra, mas uma oportunidade de antecipar ou ampliar o que já compraria. Desconto agressivo pesa menos que confiança na marca e qualidade do produto.
Consumidora de alto giro
90,9% mulheres, dez anos mais jovem que a consumidora estabelecida e com renda menor. Tem o menor ticket entre os perfis relevantes, mas é o perfil com mais pedidos da base. Compra Moda e Beleza.
Compra com frequência e em valores menores. Seu valor está na recorrência, e não no tamanho de cada pedido.
Sênior de resposta direta
58 anos, 74,8% casado. Paga só 68,3% dos Pix gerados (contra 83,5% do jovem) e tem chargeback de 7,45%, cerca de quatro vezes o dos demais perfis.
É o perfil de maior risco operacional: menor conversão do Pix e maior índice de contestação. Pesa pouco no volume, mas pode pesar muito no resultado líquido de lojas com base mais madura.
Fora do Sudeste
Pequeno em volume, mas com ticket alto e o menor chargeback de todos (0,59%). É o perfil mais seguro e de maior valor por pedido, ainda pouco explorado.
Oportunista jovem
- 34 anosidade
- 69,6%masculino
- 5,00xmultiplica as compras por 5
- 88%em e-commerce tradicional
Consumidora estabelecida
- 48 anosidade
- 87,6%mulheres
- 48,2%nas classes A/B
- 2,91xmultiplicador
Consumidora de alto giro
- 90,9%mulheres
- 28,8%do volume
- 2,74xmultiplicador
Sênior de resposta direta
- 58 anosidade
- 74,8%casado
- 68,3%dos Pix gerados pagos
- 7,45%de chargeback
Fora do Sudeste
- 2,6%do volume
- 2,57xmultiplicador
- 0,59%o menor chargeback de todos
Leitura analítica
O dado mais importante desta seção é que os três maiores perfis têm volumes muito parecidos, entre 28,8% e 30,9%, mas comportamentos completamente diferentes. Uma campanha única, com a mesma oferta e o mesmo criativo, inevitavelmente fala bem com um deles e mal com os outros dois.
Os perfis também mostram que crescimento e risco não estão distribuídos da mesma forma. O perfil que mais cresce é o oportunista jovem; o que mais preocupa é o sênior; o mais seguro é o de fora do Sudeste. Cada um pede uma leitura diferente de oferta, comunicação e operação.
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Quero garantir9. Aprovação e antifraude: no pico, a aprovação sobe
O volume alto não derrubou a aprovação nem elevou o chargeback. Os dois indicadores melhoraram justamente no pico.
O esperado seria que o tráfego intenso pressionasse a aprovação: mais tentativas simultâneas, mais transações atípicas, mais acionamento de regras de risco. Aconteceu o contrário.
Aprovação
- 97,27% de aprovação na sexta-feira, contra 96,19% na média de setembro e outubro. São +1,08 ponto, mesmo com 30,6% mais tentativas no cartão.
- A melhora vale para o mês todo: 96,18% em outubro, 97,36% em novembro e 97,54% na semana da Black Friday.
- 96,18%em outubro
- 97,36%em novembro
- 97,54%na semana da Black Friday
Um ponto percentual pode parecer pouco, mas em uma data de volume tão concentrado ele representa uma quantidade relevante de pedidos que deixaram de ser perdidos no momento em que o cliente já tinha decidido comprar.
Menos chargeback
- O chargeback da safra da semana reduziu em 37,7%.
- Mais da metade dessa queda acontece dentro dos próprios modelos de negócio, não só pela mudança de mix. Ou seja, não é que a Black Friday atraia segmentos menos arriscados: dentro de um mesmo tipo de loja, a compra da data é mais segura, o que se deve principalmente ao refinamento da tecnologia antifraude.
Por que isso acontece
A compra da Black Friday é planejada, feita com o cartão do próprio titular, e o cliente lembra do que comprou. São três fatores que reduzem tanto a fraude quanto a contestação por desconhecimento. Com parcelas mais curtas (ver seção 3), a cobrança também fica menos tempo na fatura, o que diminui a janela em que uma contestação pode acontecer.
Uma queda que acontece apesar do golpista
O resultado ganha peso quando se considera o outro lado da data. A Black Friday também é o período mais visado pela fraude: o golpista aproveita o volume alto para se esconder entre compras legítimas, testa cartões em massa e explora a pressa do lojista em aprovar tudo. E esses ataques estão cada vez mais refinados, com uso de dados vazados, contas falsas que imitam o comportamento de clientes reais e automação para testar regras de antifraude.
Que o chargeback caia 37,7% nesse cenário mostra duas coisas. A primeira é que o comprador legítimo da Black Friday é, de fato, mais seguro. A segunda é que a queda só se converte em resultado quando o antifraude consegue separar esse comprador do golpista sem travar a venda. Um sistema calibrado para o ano inteiro tende a errar para um dos lados no pico: ou bloqueia demais e perde a venda boa, ou bloqueia de menos e paga o chargeback depois.
Vale lembrar também que a queda é percentual. Com 30,6% mais tentativas no cartão, o número absoluto de contestações ainda pode crescer, e por isso a gestão de chargeback continua sendo parte da operação de Black Friday.
Leitura analítica
Esta seção derruba um dos argumentos mais usados para justificar perdas na Black Friday: o de que o volume, por si só, compromete a aprovação. Na base analisada, o volume subiu e a aprovação também. Quando uma loja vê sua aprovação cair na data, a causa mais provável está na estrutura de pagamentos (gateway, regras de antifraude, ausência de multiadquirência), e não no comportamento do consumidor. A boa notícia é que isso não depende do mercado: é uma decisão do lojista, e ela precisa ser tomada antes de novembro.
Ao mesmo tempo, o ganho de segurança de novembro é temporário. A operação que relaxa depois da Black Friday entra exatamente no período de maior risco do ano.
10. Pix: na Black Friday, ele converte mais
Um em cada quatro Pix gerados em novembro não virou dinheiro. Na Black Friday, a conversão melhora, e a janela para recuperar é curtíssima.
Em novembro de 2025, foram geradas 1.076.496 cobranças Pix, e 822.332 foram pagas (76,4%). A diferença, de mais de 250 mil cobranças, representa pedidos em que o cliente chegou até o fim do checkout, escolheu o meio de pagamento e, ainda assim, não concluiu a compra. É uma das maiores fontes de receita perdida do e-commerce, justamente porque acontece no último passo do funil.
- Pagas76,4%
- Não pagas
O comportamento na data
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Pix pagos na Black Friday | 80,8% |
| Pix pagos nos dias comuns de novembro | 75,2% |
| Ganho na data | +5,6 pontos |
| Mediana de tempo até o pagamento | 69 segundos |
| Pagos no primeiro minuto | 94,6% |
| Pagos em até 15 minutos | 98,6% |
- 69 segundosmediana de tempo até o pagamento
- 94,6%pagos no primeiro minuto
- 98,6%pagos em até 15 minutos
Leitura analítica
Dois achados se complementam. O primeiro é que a Black Friday melhora a conversão do Pix: com a oferta limitada no tempo e a decisão já tomada, o cliente tem menos motivo para deixar o pagamento para depois.
O segundo é ainda mais prático: o Pix é pago rápido ou não é pago. Quase todos os pagamentos acontecem no primeiro minuto, e praticamente nenhum acontece depois de 15 minutos. Isso define com precisão a janela de ação. Se o cliente não pagou em 15 minutos, a chance de ele voltar sozinho é muito baixa, e esperar é perder a venda.
O dado também desmonta a lógica de prazos de expiração longos. Dar mais tempo ao cliente não aumenta a conversão; o que aumenta é facilitar o pagamento no primeiro minuto e agir rápido quando ele não acontece.
Recuperar no canal onde o brasileiro já está
Se a janela do Pix é de 15 minutos, o canal da recuperação importa tanto quanto a velocidade. Um e-mail pode levar horas para ser aberto; uma mensagem no WhatsApp chega no mesmo aparelho em que o cliente acabou de gerar o QR Code. O WhatsApp é o aplicativo de mensagens mais presente no dia a dia do brasileiro, e já é onde ele conversa com marcas, tira dúvidas e acompanha pedidos.
O Pix não pago e o carrinho abandonado têm, na maior parte das vezes, causas simples: o cliente foi interrompido, ficou com uma dúvida sobre frete ou prazo, quis comparar preço ou não encontrou o código para copiar. Um lembrete genérico resolve o primeiro caso. Os outros pedem uma conversa.
É aqui que a inteligência artificial muda o resultado da recuperação. Em vez de uma mensagem fixa, a IA responde à dúvida do cliente, reenvia o código Pix, oferece outra forma de pagamento e conduz a compra até o fim, automaticamente e em escala, no pico em que nenhum time humano conseguiria atender todos os carrinhos ao mesmo tempo.
11. O que mais cresce: Casa e Decoração dispara
O tamanho do salto e o volume absoluto respondem a perguntas diferentes: uma categoria pode crescer muito sem ser a maior, e vice-versa.
Para entender o efeito da Black Friday por categoria, é preciso separar dois indicadores. O multiplicador mostra o quanto a data transforma a demanda daquela categoria. O volume absoluto mostra onde está o maior mercado em disputa.
Moda e Acessórios tem o maior volume absoluto, quase 73% acima de Beleza e Cuidado Pessoal, a segunda colocada.
Fonte: base Appmax, pedidos da Black Friday 2025 · multiplicador por categoria
Os destaques
- Casa e Decoração: 6,1x, o maior salto da base. É uma compra que pode esperar e tem ticket alto, então o cliente aguarda a data. Não por acaso, é também a categoria mais concentrada em alta renda (ver seção 5).
- Moda e Acessórios: 3,5x e o maior volume absoluto, quase 73% acima de Beleza e Cuidado Pessoal, a segunda colocada. O salto é menor porque a categoria já vende muito o ano inteiro, mas é onde está o maior volume em jogo.
- Os que menos variam: Infoprodutos e Serviços e Automotivo (2,5x cada). Eles seguem calendário próprio, definido por lançamentos e por necessidade, e não pela sazonalidade do varejo.
Leitura analítica
O padrão por trás dos multiplicadores é o grau de “adiabilidade” da compra. Categorias com produtos que o consumidor pode postergar, de ticket mais alto e sem urgência de uso, como Casa e Decoração e Eletrônicos, concentram demanda na Black Friday. Categorias movidas por necessidade imediata ou por calendário próprio, como Automotivo e Infoprodutos, sentem menos a data.
Isso ajuda o lojista a calibrar expectativas. Quem vende uma categoria de alto multiplicador precisa preparar a operação para um salto extremo; quem vende uma categoria de alto volume precisa se preparar para uma disputa intensa por um mercado já grande.
12. Depois da venda: recuperação em alta, recompra em baixa
A Black Friday é o melhor dia do ano para recuperar vendas e um dos piores para fidelizar quem comprou.
A venda aprovada não é o fim da história. O que acontece logo antes dela (as vendas que quase se perdem) e logo depois (o cliente que volta ou não) define boa parte do valor real que a data gera para o lojista.
Na Black Friday, recuperar vendas funciona melhor
A Recuperação Inteligente atua em três frentes, e a Black Friday é o dia do ano em que ela mais converte:
Fonte: base Appmax, Recuperação Inteligente · média de 2025 vs. Black Friday 2025
A régua de disparos é a mesma o ano inteiro. O que muda é o cliente: na Black Friday, ele recebe o lembrete com a compra ainda na cabeça e a oferta ainda valendo. A intenção de compra está no ponto mais alto, e um contato no momento certo basta para concluir a venda.
O destaque é o cartão recusado, cuja taxa de recuperação dobra na data, de 7,0% para 14,2%. É a frente que mais ganha, porque o cliente que teve o cartão recusado na Black Friday quer muito concluir a compra antes que a oferta acabe.
O papel da IA na recuperação
A régua da Recuperação Inteligente é operada por inteligência artificial, que conversa com o cliente em vez de apenas lembrá-lo da compra. Na Black Friday, isso faz diferença por dois motivos. O primeiro é escala: o volume de carrinhos, Pix e cartões a recuperar cresce junto com as vendas, e só uma operação automatizada consegue responder a todos dentro da janela em que a intenção de compra ainda está viva. O segundo é contexto: a IA consegue tratar a objeção específica de cada cliente (o frete, o prazo, o meio de pagamento) no momento em que ela aparece.
O resultado é que a recuperação deixa de ser uma ação de “segunda chance” e passa a ser parte do funil de vendas da data. Com 16,7% de conversão geral, uma em cada seis vendas que pareciam perdidas volta para o caixa.
A Black Friday traz clientes, mas fideliza menos
- Novembro atraiu 1,64 milhão de compradores, 47% a mais que um mês comum.
- 90,5% eram compradores novos na base, a mesma proporção de um mês comum.
- Foram cerca de 476 mil compradores novos a mais que em um mês comum.
Esse cliente, porém, volta menos:
| Indicador de recompra | Coorte da Black Friday | Coorte de outubro |
|---|---|---|
| Recompra em 90 dias | 3,9% | 5,0% |
| Recompra em 9 meses | 6,8% | 7,3% |
Leitura analítica
Os dois blocos desta seção, juntos, mostram a verdadeira natureza da Black Friday: ela funciona como um canal de aquisição em escala. A data entrega quase meio milhão de compradores novos a mais, mas esse cliente, mais sensível a preço (ver seções 5 e 8), tem menos vínculo com a marca e volta com menos frequência.
13. Projeção Black Friday 2026
O primeiro semestre de 2026 indica que a próxima Black Friday deve ser a maior já registrada pela base de parceiros Appmax.
Os indicadores dos primeiros seis meses de 2026 já dão uma ideia do tamanho do que vem:
| Indicador (1º semestre de 2026) | Variação |
|---|---|
| Volume dos lojistas da base Appmax | +59% |
| Transações | +47% |
| Aprovação de cartão | +0,9 ponto, mesmo com mais volume |
Leitura analítica
A diferença entre o crescimento do volume (+59%) e o das transações (+47%) sugere que, além de mais pedidos, cada transação está valendo mais, o que se conecta à tendência de ticket em alta observada na Black Friday 2025 (ver seção 2).
A aprovação subindo junto com o volume reforça o que a seção 9 mostrou: crescimento e eficiência de pagamento não são forças opostas quando a estrutura está preparada.
O crescimento, no entanto, traz um efeito colateral. Um mercado maior significa mais lojistas disputando a atenção do mesmo consumidor, o que tende a encarecer a mídia e elevar o nível de exigência da oferta. Chegar preparado à Black Friday 2026 deixa de ser uma vantagem e passa a ser uma condição para não perder espaço.
Para fechar: o que levar para novembro
A Black Friday virou uma semana inteira de alta intensidade, com um consumidor diferente e uma operação que fica mais saudável no pico.
A Black Friday traz para o e-commerce um consumidor mais jovem, solteiro e de menor renda, mesmo que só durante a janela de desconto. Ao mesmo tempo, aprovação, chargeback e conversão do Pix melhoram justamente no pico, sinal de uma compra mais planejada e decidida.
Para o lojista, a data virou uma semana inteira de alta intensidade, dentro de um novembro que só volta ao normal em dezembro. E o valor que ela gera não termina na venda: depende de recuperar o que quase se perdeu e de transformar o cliente novo em cliente recorrente.
Os dados deste relatório apontam para uma conclusão comum: na Black Friday, o resultado é decidido muito mais pela preparação do que pela demanda. A demanda vai existir, e deve ser maior em 2026. A diferença entre as lojas está em quem chega com a estrutura pronta para capturá-la. E boa parte dessa estrutura está no pagamento: aprovação, estabilidade, recuperação e taxa. Por isso, a decisão sobre quem processa as suas vendas precisa ser tomada agora, antes do pico, e não depois que o problema aparecer.
Checklist rápido para a sua Black Friday
- Campanha de 7 dias, começando no 11.11. O 11.11 vende mais que a Cyber Monday e o domingo é o segundo maior dia do ano (seção 2). Na Appmax: multiadquirência e orquestração 24/7 para a semana inteira de pico.
- Checkout com cartão (2x a 5x) e Pix impecáveis. Juntos, somam mais de 99% do volume (seção 3). Na Appmax: cartão, Pix, Apple Pay e Google Pay, com parcelamento em até 21x.
- Atendimento reforçado à noite. A noite ganha 4,2 pontos de participação na data (seção 6). Na Appmax: recuperação com IA no WhatsApp, a qualquer hora.
- Ofertas segmentadas pelos cinco perfis. Três deles somam quase 90% do volume, cada um com uma motivação diferente (seção 8). Na Appmax: Cashback Max para campanhas personalizadas por público.
- Recuperação de vendas ativa desde o primeiro dia. Na data, ela converte 72% mais que a média do ano (seção 12). Na Appmax: Recuperação Inteligente para carrinho abandonado, Pix não finalizado e cartão recusado.
- Antifraude calibrado. A aprovação sobe no pico quando a estrutura está preparada (seção 9). Na Appmax: antifraude com IA treinado para o alto volume da Black Friday.
- Régua de 90 dias para transformar cliente novo em cliente recorrente. O cliente da Black Friday volta menos sem estímulo (seção 12). Na Appmax: Cashback Max para transformar a venda da Black em recompra.
A Black Friday de quem vende com Appmax
Taxa boa, alta conversão e tecnologia. Essa é a Black Friday de quem vende com Appmax.
Os dados deste relatório mostram onde a venda se ganha e onde ela se perde: no checkout, na aprovação, na recuperação e no que acontece depois da compra. É nesses pontos que a Appmax atua. Na Black Friday, pagamento não é detalhe de bastidor: é onde o seu investimento em mídia, estoque e oferta vira dinheiro no caixa, ou se perde.
99% de aprovação em 80% dos lojistas Appmax.
Taxa boa
Você vai dar o maior desconto do ano pro seu cliente. Com taxa boa de verdade, você oferece preços competitivos sem sangrar sua operação.
Mais conversão
Não aprovar pedidos ou aprovar fraudes: os dois custam caro. Nosso antifraude é treinado pra entregar a máxima aprovação no alto volume da Black Friday, sem travar venda legítima.
Recupere vendas
Nossa IA conversa, convence e converte mais. Recupere carrinhos abandonados, Pix não pagos e cartões recusados no WhatsApp, automaticamente.
Robustez
No maior teste de performance do ano, a gente entrega o máximo. Multiadquirência e orquestração operando 24/7 para sua operação suportar o pico sem interrupções. Você só precisa se preocupar em vender mais.
Time Appmax
Migrar não precisa ser sinônimo de incerteza. Quem vende com Appmax conta com um time de suporte dedicado, pronto para esclarecer dúvidas, apoiar a integração e agir com agilidade no momento em que mais importa. Somos parceiros de performance, presentes antes, durante e depois da Black Friday.
Até R$100 mil em crédito em taxas
Lojistas que migram para a Appmax garantem até R$100 mil em crédito em taxas para sua Black Friday, com desconto progressivo conforme o faturamento do negócio.
Você, pronto pra Black Friday com Appmax
Segurança, conversão e taxa boa para vender mais